Se Condoer apenas com o Sofrimento do Outro sem Ação não é Compaixão

Em Segunda, 03 Outubro 2016. Publicado em Terapias Alternativas

Texto extraído do livro: Energia em Ação 

Autora: Wanda Alves

 

     Uma forma muito comum de perder energia é se comover demasiadamente com o sofrimento alheio. 

      Nossos pensamentos, emoções e sentimentos precisam ser elaborados, compreendidos e asilados para serem remidos e transformados. 

     Sentir comiseração pelos outros é um ato altruístico, mas antes de nos compadecer de forma puramente emotiva devemos investigar o que está por trás desses sentimentos, que muitas vezes nos prejudicam e nos deixam paralisados, quando na verdade a ação é muito mais necessária do que a indulgência passiva. 

             Se condoer apenas com o sofrimento do outro sem ação não é compaixão!

      Podemos nos perguntar: conseguiremos mudar alguma coisa para aplacar a dor do outro, de forma efetiva? Se a resposta for não, é estéril e improdutivo patinar ao redor de sensações danosas, que, além de não ajudar ninguém, são prejudiciais a nós mesmos.   

    Devemos também averiguar se esse comportamento não é uma fuga de nossos próprios problemas ou talvez o acesso à nossa dor inconsciente. 

            Às vezes a consternação com o outro se conecta em nossa própria dor, nos afetando de tal maneira que explode um bombardeio de emoções confusas como tristeza, raiva, angústia, ansiedade e até depressão, e não sabemos lidar direito com essa incursão desastrosa. 

              Esses sentimentos, frequentemente, estão guardados de forma tão oculta no inconsciente, que qualquer experiência dolorosa em alguém reflete em nós como um espelho e faz eclodir o nosso próprio sofrimento; por isso é que esses sentimentos e emoções precisam ser acolhidos, investigados e resolvidos.

 

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