Livro Benditação

A infância em Vitória da Conquista foi determinante na vida e na obra literária de Wanda Alves.

            Oriunda de família simples porém ligada às tradições locais, desde criança Wanda era encarregada de ler o “Ofício” às 18 h, onde os pais e irmãos reunidos elevavam o pensamento à Essência Maior, agradecendo e pedindo a proteção para o novo dia.

            Sua percepção e sensibilidade vão muito além do visível e o longo caminho que ela percorreu para se curar da depressão a conduziu para uma grande introspecção e consequente aprimoramento no seu contato com a Presença Divina. Essa forma particular e original de meditação e exercício do sagrado que sempre estiveram com Wanda, estão agora totalmente explicitados em sua escrita.

            Benditação é o contínuo labor de meditar e executar tudo aquilo que envolve a alma e o espírito, fornecendo ao leitor a mesma oportunidade já vivenciada pela autora.

            Meditar é, acima de tudo, a proposta de Benditação, cujo passo seguinte, a ação, está colocado nas mãos do leitor.

É também o louvor, a busca, a transcendência e o encontro com a Presença Divina em forma de orações e súplicas.

            Este é um livro que todos devem conhecer para que este contato mais sutil com a Divindade possa fazer parte do nosso cotidiano.

            Benditação é a possibilidade do retorno ao transcendente através de um texto tanto evocatório quanto reflexivo.

            Em suas orações/meditações somos induzidos a estabelecer uma conexão com a nossa Essência Espiritual, ao mesmo tempo em que somos despertados para uma nova forma de vivenciar a realidade.

            A meditação é o caminho mais seguro para que tenhamos condições de operar as mudanças necessárias ao nosso desenvolvimento espiritual, emocional mental e consequentemente em nossa vida como um todo.

            Este livro torna possível entrarmos em contato com esse estado sutil, contemplativo e pleno, que na maioria das vezes não conseguimos, no nosso dia a dia, por conta do excesso de afazeres e preocupações.

            É um livro de Preces, Orações, Apelos e Súplicas. Com texto forte e evocatório, Benditação, desperta em nós a possibilidade de reconciliação com nosso Eu interno e, portanto com nossa Essência Divina.

            Sem ligar-se a nenhuma religião específica ou qualquer movimento religioso, as preces da autora fluem com clareza, poesia, beleza e sensibilidade, acolhendo e despertando nossa alma para outra frequência vibratória.

            Um livro que todos devem conhecer para que este contato mais sutil com a Divindade possa fazer parte do nosso cotidiano.

            Uma leitura para todas as idades, credos e religiões. Uma verdadeira Ação Bendita.

Dos Resíduos

Fala da paixão como recurso, como instrumento para se chegar à alma. Revela personalidades arrebatadas pela emoção, fazendo com que o leitor seja capturado e possa viver intensamente todos os sentimentos expostos. “Ao escrever ‘a poesia está morrendo em mim/ o sonho está morrendo em mim’, Wanda Alves está sendo atriz, ‘representando’, ‘fingindo’, ‘mentindo’, vivendo um personagem, num palco solitário de lápis e papel. Sabem por quê? Porque nem a poesia, nem o sonho estão mortos para ela que, felizmente, continua criando com o material da emoção, do sentimento, da solidão, do mistério, reciclando e contando com sua sensibilidade, a eterna história do ser humano. Como todo artista que se preze, usa as artes do ilusionismo, da mágica, na forma de sua bela e sincera escrita. Como um rosto tão bonito, ensolarado e brasileiro pode falar com tanto conhecimento da solidão, do abandono, da ausência, do inexplicável, da paixão e da dor? Nenhuma ciência pode analisar a massa de que são feitos os artistas e os poetas, esses estranhos e imprecisos sábios e pensadores que constroem, embelezam e modificam o mundo. Wanda Alves é feita dessa massa: Rara, bela e preciosa.”

Naum Alves de Souza

Echo

Reflete a sensualidade de personagens que buscam existir através das sensações e experiências adolescentes. “Wanda Alves é excelente atriz porque ficou conhecida primeiro nesta arte. Mas aí a gente vê sua poesia: é forte, veemente, cheia de belas imagens. É bom quando a arte sai pelos poros, como no caso de Wanda. Melhor ainda quando é numa pessoa tão bonita, meio camaleoa… às vezes ela parece que saiu do sertão, o cabelão solto, tão linda, tão agreste; outro dia pode-se jurar que é uma bailarina hindu; gestos leves, delicados, olhar meio de lado. Só tem uma coisa em Wanda que não combina: a tristeza que ela não merece. E que vai evaporar de sua poesia mais de grito sufocado do que “gemido íntimo.”

Gardênia Garcia

“Há muita harmonia nos versos de Wanda que lhe conferem um caráter feminino por excelência; a fluidez na descrição de sentimento/emoção complexas conduz o leitor a campos, por vezes doloridos quase que embriagados com a beleza que as palavras ajudam a construir. Sim, seus versos têm cor, cheiro e até formas!”.

Ricardo Junqueira Figueiredo

Todas as pessoas têm o direito de ter suas próprias opiniões e crenças e fazer uso delas da forma que lhes convêm. Ninguém pode discutir isso; entretanto, ter abertura de mente e de coração para realidades que desconhecemos é um ato de sabedoria e inteligência espiritual.

Este livro trata das energias sutis que existem e que o tempo todo nos convidam ao empoderamento e à reflexão. Nos fala também de não rechaçar as diferenças de crenças, mas de refletir e respeitar tudo aquilo que desconhecemos.

"Tudo o que poderia existir, existe dentro de você, como energia, aqui e agora."

Neste livro Wanda Alves nos fala de compreender e permitir que a energia flua com propósito de beneficiar a nós e aos outros. Se estamos bem conosco, estaremos bem com o mundo, isso é fato.

Como podemos afirmar que aquilo que não vemos com os olhos físicos, inexiste? Como podemos acreditar que apenas nossa visão física é detentora da realidade absoluta?

Tudo que existe tem energia que se expande e se contrai e essa energia é vibrátil, é pulsante; não a vemos e podemos não ter consciência disso, mas nem por isso ela deixa de existir como vibração.

Enveredando por esse caminho é que podemos ver o quanto a leitura deste livro tem uma importância extraordinária.

O voltar-se para a meditação enriqueceu a vida e a obra da autora, que percorre com sabedoria e serenidade assuntos antes apenas tratados por “mestres e gurus esotéricos”.     A pesquisa é quase uma obsessão para ela que se propõe a dividir conhecimento e experiências com seus leitores.

Numa linguagem simples e acessível, Energia em Ação é um livro criado para ampliar horizontes e tornar próxima a verdade que por vezes nos parece tão distante.

Colocar em ação as energias invisíveis não é tarefa fácil, pois exige sensibilidade, profundidade e conhecimento.

Que objeto atrai energias positivas?

Qual cristal usar para proteger-se?

Como cuidar da casa para que se mantenha energeticamente equilibrada? Estas e outras respostas você encontrará em Energia em Ação, onde a autora, de maneira simples e didática propõe uma forma de viver mais equilibrada, mais harmônica, mais feliz, trabalhando de forma adequada, as energias sutis que o Universo disponibiliza generosamente a todos nós.

 

Editora Magia das Letras

Retoma a tônica da paixão, essa emoção arrebatadora que muitos poetas precisam e utilizam para se conectarem consigo mesmos e se comunicarem com a vida e com o mundo. “…O espelho que nem sempre reflete o que somos, mas, certamente, convoca nossas contradições.” Wanda Alves nos faz um convite à reflexão. Os opostos, tão constantes em sua trajetória poética, nos instigam e nos fazem provar do aniquilamento ao mesmo tempo em que nos arremetem aos céus. Em seu “silêncio fecundo” há um busca interna que a faz sempre desejar o mergulho e o voo. Em seu desejo de descobrir seu “tom, seu compasso, suas nuances, seu traço”, tenta segura o tempo na paixão e pela consciência sabe estar perdido. O “medo a salva sempre” Sem dúvida, as palavras e as cores são lanternas no caminho para o encontro consigo mesma. Wanda quer festejar conosco sua colheita farta e variada se sabendo “terra serena, bela, descansada”, esperando apenas nova semeadura nesse presente de “Entressafra”.

Guiomar Paiva

“Conhecedora da Paixão em suas inúmeras facetas, Wanda Alves perpassa mais uma de suas dimensões e permite-nos entrever um pouco mais do seu mistério. Em seu novo arrebatamento, condição experenciada por todos aqueles que são conduzidos pela Paixão, a luz que se configura sugere a passagem para a maturidade. Entressafra representa a ruptura da corrente inexorável do tempo e seus ritmos; não se trata do movimento de expansão e contração do universo nem de suas expressões biológicas no corpo físico, mas da pausa assinalada por aquele instante fugaz que não é passado nem futuro, não é sístole nem diástole. E o intervalo entre a inspiração e a expiração através do qual o yogue salta da finitude para a eternidade. A Paixão que então emerge é a experiência arrebatadora do Sagrado, já afirmada anteriormente por Santa Tereza de Ávila. Wanda vislumbra esta condição no momento do Entressafra “livre, despojado, descomprometido, desprendido,” como se exercitando o domínio sobre o querer e o não querer, o que possibilita, antes de “tocar a alma”, entrar em contato com a sua dimensão profunda. É quando a Paixão que vive possibilita-se “adquirir o poder de ouvir o sussurro dos anjos e compreendê-los”. Em Entressafra, somos conduzidos pelas mãos da autora à busca da luz imorredoura. Quando chegamos naquele lugar onde a “Eternidade permanece” Wanda nos deixa e então fica a impressão do seu sorriso ao mesmo tempo suave e maroto. Agora ela pode ser “velha e ser menina”. Como então poderemos prosseguir? Talvez não seja difícil: A nossa alma foi tocada!”

Paulo Machado

“Quando recebi o convite de Wanda Alves para prefaciar seu novo livro de poesias “Entressafra”, confesso ter sentido um misto de sentimentos diametralmente opostos. De um lado uma obtusa, mas persistente racionalidade que me dizia não ser eu a pessoa mais adequada para tal ofício: prefaciar sobre poesias e sua poetisa. Por outro lado, o desejo de me aventurar por esse novo caminho, onde o contato com emoções e sentimentos se faz de forma íntima e intensa, puxava-me tal qual um imã. Entre o desejo e a razão optei pelo primeiro e aqui estou tentando cumprir essa nobre e prazerosa tarefa. Dizem os sábios que deveríamos ler ao menos uma poesia todos os dias, de preferência pela manhã, ao despertarmos. Dessa forma, poderíamos ter nossas mentes invadidas por alguns versos que supostamente velariam nossos sonos ao repousarem em um belo livro em nossas cabeceiras. Infelizmente isso não ocorre para a maioria de nós. Alegamos falta de tempo, de vontade, de conhecimento, de tranquilidade ou excesso de afazeres. São os filhos, o marido, os trabalhos extras, a necessidade de ver os noticiários logo pela manhã e por aí vai uma série de desculpas, que se enfileiram na relação de abandono que estamos com a poesia no nosso dia-a-dia. Ao ler “Entressafra”, um pouco a cada manhã nessa última semana, pude constatar que os sábios estão cobertos de razão. Os versos contidos nas poesias desse livro me fizeram experimentar os mais variados e profundos sentimentos. Cada um deles me fez abrir o “escaninho da alma” no exercício mágico de viver e/ou reviver a exuberância de emoções tão humanas contidas na paixão, no amor, na dor, na generosidade, na fé, na liberdade, na devoção, na contradição, na aflição, na inquietação, na angústia, na comunhão, no sagrado e no Divino. Os versos contidos no livro de Wanda Alves nos convidam a esse encontro terapêutico e sublime entre a poesia e o nosso caminhar. Um encontro que desperta a opulência de nossos afetos, do amor e da vida reprimidos, capaz de amenizar a “aridez” constante de nossos dias tão modernos e tão carentes de brandura, doçura, leveza e profundidade.”

Dra. Ana Beatriz (Psiquiatra e escritora) Autora dos best sellers: “Mentes & Manias”, “Mentes Inquietas”, “Mentes com medo” e etc.

Este livro nos aponta para a compreensão de que aquilo que é exclusivo, particular e pessoal, tem caráter geral, coletivo e universal. Nos colocar na linha de frente expondo nossos limites, dificuldades e o lado obscuro não é tarefa fácil nem tampouco glamourosa. Wanda o faz com coragem, entrega, verdade e poesia, o que torna o seu estilo singular e verdadeiro. Este é um livro que nos faz entender a alma humana e as suas contradições, sem, entretanto, deixar de lado a esperança e a busca por alternativas saudáveis e amorosas. É uma leitura fácil, direta e aprazível que consegue prender o leitor do início ao fim da narrativa. Vale a pena conferir. Reconhecer os limites, perscrutar em profundidade todo e qualquer sentimento, promover uma transformação efetiva, através de recursos internos e pensar amplo utilizando técnicas universais, é o que nos propõe com maestria e simplicidade, Wanda Alves, neste novo livro: Fronteiras, Mergulhos e Reflexões. Um livro para quem pretende desvendar seus próprios mistérios e adentrar de forma renovada e integral na Nova Era.

Gemido Íntimo

É o primeiro livro de Wanda Alves, o início de uma jornada que começa muito cedo e que ela acaba abraçando como um trabalho profissional. “Se eu quisesse caracterizar a Escola de pintura a que, sem procurá-la, filiou-se Wanda Alves, tentaria vivenciar as imagens, a neblina inconsistente, as fadas, os fantasmas, de todas as horas em que Wanda escreve – não escreve – pinta! As sombras claro-escuro da corrente Impressionista. É uma poesia pura, abstrata, indefinida, em que o verso é apenas o esporádico e, ao mesmo tempo, evocativa e perscrutadora de um mundo interior que se oferece e se nega ao mesmo tempo ao nosso contato e convívio. São as aspirações como os quadros de Monet, enamorados com a “paixão da luz”, ou as telas de Renoir com os “luares crepusculares” ou os “noturnos” que acendem a melancolia dos convites da noite para visões fantasmagóricas Por tudo isso, tu leitor amigo, vais amar a solidão de Wanda e terás o presente régio de seus poemas-vida. Irás amar essa alma que cultiva o claro-escuro da solidão, mesmo quando busca a sua companhia, e quando, mesmo sem o querer sem o saber, nos impressiona tanto e tão profundamente.”

Clóvis Natalini de Oliveira (in memorian)

Identidade

Se for verdade que em determinado momento se confundem “criador e criatura”, este que é o quarto livro de Wanda Alves, aponta não apenas o imaginário literário, mas aproxima de forma contundente a realidade da escritora em busca de si mesma. “Finalmente, “Identidade” vem a público com o propósito de revelar não a identidade de uma mulher, mas da mulher, cuja voz se fez silente durante um longo período. Wanda Alves processa, na linguagem poética, a alquimia da busca da sua/nossa identidade. Descortina-se e entrega-se ao público, sem pudor, visando a descobrir-se e nos descobrir nesse diálogo silencioso da poesia. Afinal de quem é a voz? Resgatando pedaços, estilhaços de um espelho que se quebrou em mil faces, a identidade se constrói e se faz obra. Transforma a criatura em criador e a obra se modela em subjetividade criativa e se diz na sensibilidade feminina, espaço privado/singular da intimidade, da coragem de abrir baús antigos e portas, há muito fechados, e expressar suas emoções, medos, angústias, paixões, lembranças, desejos. Desvendar esse mundo guardado é tarefa árdua. Mas Wanda não é santa nem tampouco se quer heroína. Ela quer ser maga e na magia da palavra, ler a sua sorte e leu: -“A cor que definiria seu caminho, que se serenizaria seu coração e adiaria a sua morte”, seria a POESIA, ponte que a ligaria ao OUTRO, à sua, à nossa Identidade, singular e plural, condensada em poemas. Fez-se, então Wanda em versos… Obra multifacetada, “Identidade” é pulsão de vida. É o resgate de si na simbiótica luta com Thanatos. E saber-se múltipla, é transformar-se em cada maré, peixe com asas a “Voar… voar!”, ânsia de viver “Fêmea/Com jeito de mulher (…)”

Mariângela Borba Santos


Para o Livro Identidade

Wanda pouco se atém a fatos. Os fatos pouco importam para ela. Prefere mergulhar nos sentimentos dos fatos. O que torna sua poesia toda prânica e melíflua. A gente vê luzes, a gente lê sua alma e percebe que sua poesia não tem limites, é algo diáfano. Seus versos com tudo e com todos se identifica. Um jeito de ver a vida fluir, deixando a dor passar, deixando o amor passar, e dor de novo e amor de novo até tornar as emoções mais brandas, suaves e suportáveis.

Fátima Guedes (cantora e compositora)

É o primeiro livro de Wanda em prosa que propõe uma viagem dentro de cada um. A depressão, tema central desta obra é discutido com propriedade e clareza expondo os mais íntimos sentimentos em seu processo de autoconhecimento. O drama vivido pela autora serve de pano de fundo para uma das mais abrangentes pesquisas sobre a depressão, seus sintomas e seus efeitos, já realizada e publicada neste país, de forma acessível e humana. A doença é analisada do ponto de vista existencial, bioquímico, físico-químico, político, cultural e religioso. “Na atualidade, cada pessoa tem sido vista menos como indivíduo e mais como parte de uma engrenagem de máquinas talhadas para a felicidade, beleza, alegria, sucesso não importa a que custo. A depressão seria uma espécie de punição dos deuses modernos, um castigo para os que não se ajustam às regras de uma sociedade em desenvolvimento incessante e histérico. Ou seja, funcionar bem é a meta prioritária. Em certas tribos, seres que tacharíamos de esquizofrênicos e trancaríamos em hospícios, foram escolhidos para serem xamãs exatamente por suas excentricidades, ganhando o respeito de todos e vivendo uma vida normal e satisfatória. Em contrapartida, uma artista como Camille Claudel, foi confinada em um asilo até o fim de seus dias, mesmo tendo demonstrado melhora e lucidez. Por tudo isso, o livro de Wanda tem uma importância singular. Ela traça o calvário de conviver com a depressão. Não fala de magias ou milagres, mas coloca claramente a necessidade de tratamento adequado de acordo com o caso em questão. Ajuda o leitor a entender melhor os quadros psíquicos que também podem vir associados com a depressão, tais como a Síndrome do Pânico, o TOC, o Estresse, as Fobias, as Drogas, etc. Para, além disto, tudo, seu exemplo de luta é um grande incentivo. O ser humano ainda é mistério apesar da Filosofia, da Antropologia, da Religião, da Psicologia, e o que mais vier. O ser humano ainda é mistério apesar do genoma e dos clones, e o que mais vier. Não só o dia, mas também a noite, fazem a beleza da vida. E “O Quintal continua Iluminado”.”

Drª. Neusa Steiner (Psiquiatra)

“Poderíamos dizer que Wanda Alves foi ao Hades, visitou seus labirintos, encontrou Tânatos, digladiou com os Titãs e todos os monstros que habitam o Tártaro e voltou como a Fênix, que renasce das próprias cinzas, renovada e pronta para seguir seu caminho. “O Quintal Iluminado” trata-se de um livro onde a existência foi testada em seus limites. Cada página nos coloca diante de um mundo repleto de luz e sombra, onde o direito e avesso se confundem. A autora narra a jornada de quem, depois de tanto tempo preso no fundo de uma caverna, vivendo uma realidade de sombras, põe-se a caminho da luz. É o mito da caverna em plena realização! É sábio saber morrer na velocidade que a vida exige, nem antes, nem depois! Não se trata de um livro de memórias históricas, mas de memórias existenciais. E serve de pano de fundo para uma das mais abrangentes pesquisas sobre a depressão, já realizadas e publicadas neste pais, de forma acessível e humano. Esta doença é analisada do ponto de vista existencial, bioquímico, físico-químico, político, cultural e religioso. A leitura de “O Quintal Iluminado” é um convite ao encontro com a luz e a sombra que habitam todos nós. Talvez muitos dos que estão em busca do seu “quintal iluminado”, ainda estejam presos à caverna de si mesmos, vivendo a ilusão das trevas. A autora quer “iluminar” o “Quintal” de todos nós, oferecendo um exemplo de coragem, de luta e vontade suprema de vencer seus próprios monstros e sombras. Na leitura desta narrativa compreendemos uma existência repleta de significados simbólicos, onde a razão não tem acesso. Aqui as idéias nos levam para abstrações complexas, para lugares distantes onde o passado, presente e futuro se confundem. Nesta simbologia identificamos uma autora divina, que por vezes se recusa a viver como humana, entre os humanos, pois a grande dificuldade para quem já banqueteou com os deuses, é voltar à existência terrena. A mitologia está repleta das aventuras dos deuses, pelo mundo dos humanos. Ler este livro é estar definitivamente na companhia de uma história brilhante e dramática porque nos conta uma jornada heróica, em busca da transcendência através do conhecimento de si mesma.”

Mário Luiz Pardal (Professor e Filósofo)

“O aprendizado a partir da compreensão da própria experiência é uma tarefa difícil, e partilhá-lo através da escrita… é um ato de coragem”, diz Carl Rogers. Como que numa passagem, rito de iniciação para a vida, o livro de Wanda percorre os estados de riscos, de solidão, angústia, medo e dor, de uma doença mental, delatando o estado de marginalização que se encontra quem a possui. “O Quintal Iluminado” é um farol iluminando o caminho da possibilidade, não de cura, pois nunca estaremos a salvo de nós mesmos, mas de termos coragem de abrir a porta e sair… Sair para reinventar-se! “Escrever para não morrer, sob a urgência de libertar-se, de eternizar-se”. Livro de memórias, auto-ajuda, psicologia, como classificá-lo? Melhor abri-lo. Tal qual a porta do “quintal” pode ser que ele se revele e nos revele, iluminando um cantinho de nós mesmos. Este livro sussurra: “aquilo que é profundamente pessoal é extremamente universal”.

Mariângela Borba Santos (Profª. da Universidade do Sudoeste da Bahia)

É o retorno à poesia da qual Wanda nunca se afastou, pois “poetisar”, faz parte do cotidiano dessa autora, que tem todos os seus olhares focados no belo, no mágico e no resgate da emoção: dela e nossa. São poemas que nos arrebatam de forma absoluta e nos arremetem às reflexões incisivas.

A poesia sempre intensa de Wanda Alves é presente para todos nós. Assim esta antologia poética complementada por novos poemas brinda nossa alma e nosso intelecto com o que já de mais pungente e instigante em matéria de poesia brasileira. Ela se atira “Sem Rede de Proteção” com a coragem de sempre, percorrendo situações e sentimentos visitados e revisitados, mas nem sempre explicitados: a delicadeza dos versos, a sensualidade da escrita, a lucidez do pensamento estão finalmente juntos neste livro que um marco na carreira poética da escritora. Sua matéria prima-prima é o sentir, seu e do outro Mergulhar em sua poesia é mergulhar em nossos próprios sentimentos capturados em sua complexidade e expressos com clareza, vitalidade equilíbrio, paixão e sonoridade. Esta é a habilidade do poeta: decifrar, sintetiza e mudar o código de pensamento, situações e sentimentos. A coragem, marca registrada tanto da poetisa quanto da mulher, fica evidente nessa exposição sem medo, em que todas as emoções são tocadas e dissecadas. Não há como não se deliciar com este passeio pelos poemas de Wanda, emoções do começo ao fim.

Editora

“A Nova Poesia nasce, com sua beleza, sua opulência e sua função: arrebatar nossos sentimentos mais ocultos e complexos. Wanda nos presenteia com a emoção requintada e ao mesmo tempo primitiva, selvagem, a emoção das paixões ferozes. Também nos captura pela profunda delicadeza que nos leva irremediavelmente à reflexão. Wanda Alves é uma leitora de alma! Citando Fernando Pessoa, “o poeta é um fingidor…”. Quando escreve na primeira pessoa, é outra voz que diz algo para nós e sobre nós. Não é apenas de si mesma que ela está falando. É um truque, uma magia que usa, por meio das palavras, para embarcarmos na sua emoção e não nos darmos conta de que somos nós que estamos lá. Sua poesia é instigante, genial e transformadora.”

Jamille M. Vox

Wanda Alves apenas delineia o caminho da sua busca! Nos dá o roteiro, mas não mostra onde ele vai terminar. Vemos uma insistente procura que persevera ao longo de todo esse subtexto que é um solilóquio doce, mas inquietante e doído. É uma procura por alguém que ela conhece, mas também desconhece e que está ao mesmo tempo em seu encalço: ela mesma! Pode ser uma mulher, mas pode ser também um homem, porque na sua “voz” surge um ser masculino que muitas poetisas não ousam mostrá-lo. A poesia não tem sexo, mas sentimentos! A poesia, por ser uma linguagem sintética e conter em si mesma a expressão mais pura da alma, fala muito pouco;  o tempo de que a alma dispõe é somente para sentir, e o sentimento rouba o tempo dos vocábulos; só no coração guardamos todos  os silêncios e todas as palavras: do outro que não é senão o nós mesmos. A síntese da poesia é o que enreda e nos captura, e Wanda sabe usar essa ferramenta  mágica com bastante destreza e domínio. Ficamos deslumbrados com a estética, a sofisticação e a melodia dos seus versos, ao mesmo tempo que somos capturados e levados para a mais profunda reflexão. Penso que a poesia que não nos faz sentir e ao mesmo tempo refletir não é poesia. Ela precisa ser também desconcertante. Benditos sejam os poetas contemporâneos, como Wanda, que nos brindam com o afloramento da Nova Poesia, ou os clássicos como Rainer Maria Rilke, que nos permitem enxergar tanto o mais feio quanto o mais belo de nós mesmos.

Nathália da Silva Gomes

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