É o primeiro livro de Wanda em prosa que propõe uma viagem dentro de cada um. A depressão, tema central desta obra é discutido com propriedade e clareza expondo os mais íntimos sentimentos em seu processo de autoconhecimento. O drama vivido pela autora serve de pano de fundo para uma das mais abrangentes pesquisas sobre a depressão, seus sintomas e seus efeitos, já realizada e publicada neste país, de forma acessível e humana. A doença é analisada do ponto de vista existencial, bioquímico, físico-químico, político, cultural e religioso. “Na atualidade, cada pessoa tem sido vista menos como indivíduo e mais como parte de uma engrenagem de máquinas talhadas para a felicidade, beleza, alegria, sucesso não importa a que custo. A depressão seria uma espécie de punição dos deuses modernos, um castigo para os que não se ajustam às regras de uma sociedade em desenvolvimento incessante e histérico. Ou seja, funcionar bem é a meta prioritária. Em certas tribos, seres que tacharíamos de esquizofrênicos e trancaríamos em hospícios, foram escolhidos para serem xamãs exatamente por suas excentricidades, ganhando o respeito de todos e vivendo uma vida normal e satisfatória. Em contrapartida, uma artista como Camille Claudel, foi confinada em um asilo até o fim de seus dias, mesmo tendo demonstrado melhora e lucidez. Por tudo isso, o livro de Wanda tem uma importância singular. Ela traça o calvário de conviver com a depressão. Não fala de magias ou milagres, mas coloca claramente a necessidade de tratamento adequado de acordo com o caso em questão. Ajuda o leitor a entender melhor os quadros psíquicos que também podem vir associados com a depressão, tais como a Síndrome do Pânico, o TOC, o Estresse, as Fobias, as Drogas, etc. Para, além disto, tudo, seu exemplo de luta é um grande incentivo. O ser humano ainda é mistério apesar da Filosofia, da Antropologia, da Religião, da Psicologia, e o que mais vier. O ser humano ainda é mistério apesar do genoma e dos clones, e o que mais vier. Não só o dia, mas também a noite, fazem a beleza da vida. E “O Quintal continua Iluminado”.”

Drª. Neusa Steiner (Psiquiatra)

“Poderíamos dizer que Wanda Alves foi ao Hades, visitou seus labirintos, encontrou Tânatos, digladiou com os Titãs e todos os monstros que habitam o Tártaro e voltou como a Fênix, que renasce das próprias cinzas, renovada e pronta para seguir seu caminho. “O Quintal Iluminado” trata-se de um livro onde a existência foi testada em seus limites. Cada página nos coloca diante de um mundo repleto de luz e sombra, onde o direito e avesso se confundem. A autora narra a jornada de quem, depois de tanto tempo preso no fundo de uma caverna, vivendo uma realidade de sombras, põe-se a caminho da luz. É o mito da caverna em plena realização! É sábio saber morrer na velocidade que a vida exige, nem antes, nem depois! Não se trata de um livro de memórias históricas, mas de memórias existenciais. E serve de pano de fundo para uma das mais abrangentes pesquisas sobre a depressão, já realizadas e publicadas neste pais, de forma acessível e humano. Esta doença é analisada do ponto de vista existencial, bioquímico, físico-químico, político, cultural e religioso. A leitura de “O Quintal Iluminado” é um convite ao encontro com a luz e a sombra que habitam todos nós. Talvez muitos dos que estão em busca do seu “quintal iluminado”, ainda estejam presos à caverna de si mesmos, vivendo a ilusão das trevas. A autora quer “iluminar” o “Quintal” de todos nós, oferecendo um exemplo de coragem, de luta e vontade suprema de vencer seus próprios monstros e sombras. Na leitura desta narrativa compreendemos uma existência repleta de significados simbólicos, onde a razão não tem acesso. Aqui as idéias nos levam para abstrações complexas, para lugares distantes onde o passado, presente e futuro se confundem. Nesta simbologia identificamos uma autora divina, que por vezes se recusa a viver como humana, entre os humanos, pois a grande dificuldade para quem já banqueteou com os deuses, é voltar à existência terrena. A mitologia está repleta das aventuras dos deuses, pelo mundo dos humanos. Ler este livro é estar definitivamente na companhia de uma história brilhante e dramática porque nos conta uma jornada heróica, em busca da transcendência através do conhecimento de si mesma.”

Mário Luiz Pardal (Professor e Filósofo)

“O aprendizado a partir da compreensão da própria experiência é uma tarefa difícil, e partilhá-lo através da escrita… é um ato de coragem”, diz Carl Rogers. Como que numa passagem, rito de iniciação para a vida, o livro de Wanda percorre os estados de riscos, de solidão, angústia, medo e dor, de uma doença mental, delatando o estado de marginalização que se encontra quem a possui. “O Quintal Iluminado” é um farol iluminando o caminho da possibilidade, não de cura, pois nunca estaremos a salvo de nós mesmos, mas de termos coragem de abrir a porta e sair… Sair para reinventar-se! “Escrever para não morrer, sob a urgência de libertar-se, de eternizar-se”. Livro de memórias, auto-ajuda, psicologia, como classificá-lo? Melhor abri-lo. Tal qual a porta do “quintal” pode ser que ele se revele e nos revele, iluminando um cantinho de nós mesmos. Este livro sussurra: “aquilo que é profundamente pessoal é extremamente universal”.

Mariângela Borba Santos (Profª. da Universidade do Sudoeste da Bahia)

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